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Japão: primeiro-ministro empenhado em acelerar reconstrução

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Japão: primeiro-ministro empenhado em acelerar reconstrução

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O primeiro-ministro japonês diz-se disposto a demitir-se quando estiver encaminhada a reconstrução do país.

Para tal, Naoto Kan quer ver nomeadamente aprovado um orçamento extraordinário e decidiu remodelar o governo.

O encarregado do Ambiente, Ryu Matsumoto, passa a dirigir o novo ministério da Reconstrução.

Uma tarefa que se adivinha lenta e difícil, como testemunham as imagens da cidade de Minamisanriku, devastada pelo sismo e tsunami de 11 de Março.

Gravadas poucos dias depois da tragédia e, novamente, três meses mais tarde – a 14 de Junho – evidenciam a lentidão dos trabalhos.

Sessenta por cento dos japoneses criticam a gestão da crise e exigem a demissão de Kan.

Os residentes da cidade pesqueira de Minamisanriku têm poucas esperanças numa solução rápida.

Uma idosa de 92 anos diz que “os escombros não foram ainda recolhidos, nem serão em breve”, e pergunta se “alguma coisa mudará até Agosto”.

Outra mulher pergunta “quanto tempo tardará para que tudo o que havia seja reposto, como os supermercados ou hospitais? Talvez sejam precisas décadas para recuperar toda a cidade”.

Segundo as contas do governo japonês, as tarefas de reconstrução das áreas devastadas pelo sismo que fez mais de 23 mil mortos e desaparecidos custarão mais de 147 mil milhões de euros.