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Os desafios da nova líder do FMI

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Os desafios da nova líder do FMI

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Quais os desafios que enfrenta a nova liderança do Fundo Monetário Internacional? No Fórum de Nova Iorque, encontrámos respostas diversas, a favor e contra o FMI.

O professor da Fletcher School, Amar Bidhé, não encontra razão de ser para a continuidade do Fundo. “Se se tornasse uma instituição consultiva, estaria bem, mas temos a OCDE para fazer isso. A OCDE produz relatórios e fornece um espaço para discussões. Porque é que precisamos do FMI e da OCDE? Nesta era de austeridade não devíamos estar a pensar em cortar organismos que não têm razão de existir, em vez de tentarmos desesperadamente encontrar uma missão para eles, que faça algum sentido?”, diz Bidhé.

Questionado sobre o maior poder reclamado pelas economias emergentes, o vencedor do Prémio Nobel da Economia, em 2006, Edmund Phelps, responde: “Por um lado, parece perfeitamente razoável, normal e apropriado. Por outro, é o dinheiro dos países ricos, essa foi a ideia original, e claro como se trata do dinheiro deles, eles gostariam de ter uma palavra a dizer na maneira como é usado”.

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento aponta o caminho que o Fundo Monetário Internacional deve seguir. “O papel do FMI vai ser sempre lidar com algumas das maiores dificuldades de balança de pagamento que os países podem ter e ajudar a resolver esse tipo de problemas. Os outros assuntos dizem respeito à monitorização que o FMI pode fazer e aos sistemas de alerta precoce que pode implementar e avançar nessas áreas é o caminho”, afirma Luis Alberto Moreno.

Christine Lagarde é a nova diretora geral do FMI. Sucede ao também francês Dominique Strauss-Kahn, detido em Nova Iorque.