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Deputados alemães dizem não ao nuclear

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Deputados alemães dizem não ao nuclear

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Nuclear? Não, obrigado! Foi o que disseram os deputados alemães que aprovaram esta quinta-feira, no parlamento, a lei que prevê o fim da produção de energia nuclear no país até 2022.

A lei foi aprovada na câmara baixa, o Bundestag, com os votos dos principais partidos, tanto do governo, como da oposição. Foi uma medida acelerada pelas notícias do desastre de Fukushima, no Japão.

“É a primeira vez, por isso é um acontecimento único, que um grande país industrializado embarca numa revolução tecnológica e económica como esta.

Fazemos isso porque acreditamos ser bom para o nosso país”, disse o ministro do Ambiente Norbert Roettgen.

Embora a oposição tenha também votado a favor da lei, o SPD e os Verdes acusaram a CDU, no poder, de hipocrisia. Segundo eles, o partido do governo só agora acordou para este problema, ao contrário do que diz. Foi o que frisou a líder da bancada dos Verdes, Renate Kuenast: “Para mim, chega de ironia histórica, ao dizerem que chegaram agora àquilo por que lutaram durante décadas”.

Embora a decisão alemã seja aplaudida por toda a comunidade antinuclear, a verdade é que os vizinhos estão preocupados com os efeitos que isto vai ter na produção energética europeia.

Em março, depois do desastre japonês, Berlim tinha já decidido fechar oito das 17 centrais nucleares alemãs. As outras nove vão fechando ao longo dos próximos nove anos. A aposta agora é nas energias alternativas, nomeadamente eólica.