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Marrocos: Elevada afluência às urnas para votar nova Consituição

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Marrocos: Elevada afluência às urnas para votar nova Consituição

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Em Marrocos, a taxa de participação no referendo às reformas constitucionais propostas pelo rei Mohammed VI atingiu os 60 por cento antes do encerramento das urnas.

A abstenção foi o grande desafio do referendo, que aconteceu em dia de orações e de trabalho para muito marroquinos.

A participação foi além da atingida nas legislativas de 2007, quando apenas cerca de 40 por cento dos eleitores votaram. O que quer dizer que as autoridades marroquinas atingiram os objetivos.

A nova Constituição destina-se a substituir o documento de 1996, com o objetivo de reequilibrar os poderes em favor do primeiro-ministro e do Executivo.

No entanto, o Rei continuará a ser uma figura central no jogo político.

Os opositores do monarca apelaram ao boicote e reclamam que as reformas ficam aquém do desejado.

O movimento “20 de fevereiro” defende que o Rei devia assumir um papel idêntico ao dos monarcas britânico ou espanhol.

As alterações constitucionais foram anunciadas pelo Rei à nação no dia 17 de junho. Muitos acreditam que esta foi uma resposta do monarca a meses de protestos populares, tentado dissuadir qualquer expressão da “primavera árabe” no país.