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Marroquinos sem pressa para votar nova Constituição

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Marroquinos sem pressa para votar nova Constituição

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Em Marrocos, a taxa de participação no referendo às reformas constitucionais propostas pelo rei Mohammed VI rondava os 26 por cento até às 12h00, de acordo as autoridades do país.
 

A votação decorrerá até às 19h00, nas cerca de 40 mil mesas de voto espalhadas pelo território marroquino, mas a grande preocupação é que a afluência às urnas não seja suficiente para confirmar o projeto do monarca.
 

O presidente da Assembleia de Conselheiros, Mohamed Cheikh Biadillah, vaticina um futuro promissor: “Marrocos vai juntar-se ao Clube dos Grandes, dos países democráticos, depois de adotar uma monarquia constitucional, democrática.”
 

A nova Constituição destina-se a substituir o documento de 1996, com o objetivo de reequilibrar os poderes em favor do primeiro-ministro e do Executivo.
 

No entanto, o Rei continuará a ser uma figura central no jogo político. Os opositores do monarca apelaram ao boicote e reclamam que as reformas ficam aquém do desejado.
 

O movimento “20 de Fevereiro” defende que o Rei devia assumir um papel idêntico ao dos monarcas britânico ou espanhol.
 

As alterações constitucionais foram anunciadas pelo Rei à nação no dia 17 de junho. Muitos acreditam que esta foi uma resposta do monarca a meses de protestos populares, tentado dissuadir qualquer expressão da “Primavera Árabe” no país.