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Marroquinos votam nova Constituição em referendo

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Marroquinos votam nova Constituição em referendo

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Os marroquinos têm esta sexta-feira a hipótese de escrever mais uma página na história do país através do referendo à nova Constituição.

O rei Mohammed VI de Marrocos apresentou um projeto de reformas constitucionais que reforçam o papel do primeiro-ministro embora mantendo o controlo religioso e militar do monarca e o papel de chefe de Estado.

“A Constituição foi modificada para que possamos alcançar todos os nossos objetivos. Vamos criar empregos, com polos de crescimento industrial em todas as regiões do reino, e a luta contra a corrupção vai ser impulsionada com a criação de um tribunal especial”, anunciou o ministro marroquino dos Assuntos Económicos, Nizar Baraka.

Os mais céticos acreditam que esta foi uma resposta do monarca a meses de protestos populares, tentado dissuadir qualquer foco da “primavera Árabe” no país.

Os jovens do movimento 20 de fevereiro dizem que a Constituição não vai suficientemente longe.

“A Constituição não confere poder suficiente ao Governo para fazer face às manifestações e dar uma resposta às exigências e protestos sociais”, denuncia Yousef Belal, professor em Rabat e na Universidade de Columbia.

Os marroquinos dispuseram de apenas duas semanas para se prepararem para o voto desde que a Constituição foi anunciada.

A população vinda das áreas mais pobres é esperada em força nas urnas, já que muitos parecem acreditar que as reformas vão mudar realmente o modo de vida.