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Strauss-Kahn libertado sem pagamento de caução

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Strauss-Kahn libertado sem pagamento de caução

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O antigo diretor-geral do FMI foi libertado da prisão domiciliária, mas terá de continuar nos Estados Unidos até ao fim do processo.

Acusado da violação de uma funcionária da limpeza de um hotel nova-iorquino, Dominique Strauss-Kahn irá ainda receber de volta o dinheiro que pagou de caução.

Sem surpresas para os mais céticos, a reviravolta no caso deveu-se à alegada falta de credibilidade da mulher que apresentou queixa por abusos sexuais, a qual é reconhecida pela própria acusação.

“Desde o princípio acreditámos que este caso não era o que aparentou ser. Estamos perfeitamente convictos de que apesar de ser ter dado um passo na direção certa, o próximo passo vai permitir retirar completamente as acusações”, disse Benjamin Brafman, advogado de Strauss-Kahn.

O procurador do caso diz que a empregada do hotel admitiu perante o júri que mentiu sobre o incidente.

A defesa da mulher alega, no entanto, que a sua cliente tem “provas materiais” da agressão.

“A única defesa que Strauss-Kahn tem é que o encontro sexual foi consensual, o que é mentira.

Ele saiu nu de um daqueles quatros em direção à vítima. Primeiro agarrou-lhe os seios e depois começou a atacá-la”, denuncia Kenneth Thompson, advogado da empregada do hotel.

A acusação adiantou que a investigação irá continuar. Nada que impeça Strauss-Kahn de esboçar um sorriso.

O antigo diretor do FMI não poderá deixar Nova Iorque. A próxima audiência deverá realizar-se a 18 de julho.