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DSK: que futuro político?

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DSK: que futuro político?

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O antigo chefe do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, já está em liberdade.

Na sexta-feira, o juíz em Nova Iorque admitiu inconsistências no depoimento da empregada de hotel que acusou Dominique Strauss-Kahn de violação.

Em Paris, a imprensa de fim de semana arrisca cenários variados mas quanto ao seu futuro político, as opiniões dividem-se.

“Pessoalmente sinto um certo alívio porque a imagem de França foi bastante denegrida durante este caso”, diz um parisiense.

“Está acabado. Ele estava bem posicionado para as eleições presidenciais, talvez ainda consiga recuperar mas creio que isto colocou um ponto final na sua carreira”, adianta uma transeunte interrogada na capital francesa.

A imprensa fervilha com especulações sobre o que isto significa para as eleições primárias socialistas. Há mesmo quem fale no adiamento da data de encerramento para a apresentação de candidaturas.

No entanto, o procurador em Nova Iorque recordou que o caso ainda não está encerrado. A próxima audiência está marcada para 18 de julho.

“Existe uma condição essencial, que ele seja completamente ilibado de todas as acusações e reabilitado, e estou a falar sobre a sua popularidade após o caso Sofitel, só assim é que poderá haver uma onda de simpatia por Dominique Strauss-Kahn, falsamente acusado e provado e inocente”, afirma o analista Frederic Dabi.

Também nos Estados Unidos aumenta a especulação sobre a empregada de hotel e a credibilidade dos seus depoimentos. Um jornal de Nova Iorque, o New York Post, avança acusações de prostituição. Segundo os especialistas, tudo isto irá dificultar o caso para a acusação.