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Socialistas franceses à espera do regresso de DSK

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Socialistas franceses à espera do regresso de DSK

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O futuro político de Dominique Strauss-Kahn (DSK) repousa nas mãos do procurador de Nova Iorque que reconheceu ontem várias incoerências na acusação contra o ex-patrão do FMI.

O tribunal permitiu ontem a libertação de DSK da prisão domiciliária, mantendo no entanto as acusações contra ele.

Os advogados de defesa vão pedir o fim do processo na próxima audiência, marcada para o dia 18 de Julho.

Uma decisão que poderia reabrir as portas a uma eventual candidatura de Strauss-Kahn às primárias socialistas, em França, que deverão escolher o próximo candidato do partido às presidenciais de 2012.

A líder do partido, Martine Aubry, também ela candidata, mostra-se prudente, “estamos mais próximos da verdade nos Estados Unidos, e estou contente que Dominique tenha recuperado a liberdade de movimentos, mas desejo que a verdade avance mais rapidamente para que ele possa recuperar o respeito que lhe devemos”.

Alguns responsáveis do partido socialista já propuseram o adiamento do prazo de candidatura para as primárias, que termina no dia 17, um dia antes da próxima audiência do julgamento.

Ontem, o procurador de Nova Iorque reconheceu que a alegada vítima, uma empregada de limpeza de um hotel na cidade, teria mentido ao tribunal sobre o seu passado e algumas das circunstâncias posteriores à alegada agressão sexual.

Uma reviravolta que não inclui, para já, o abandono das acusações contra DSK. Segundo algumas fontes, a defesa deverá tentar concluir o processo alegando que a relação sexual com a empregada de hotel foi consentida, paga ou uma tentativa de extorsão.