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Caso Strauss-Kahn: atenções centradas na credibilidade da vítima

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Caso Strauss-Kahn: atenções centradas na credibilidade da vítima

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O caso contra o antigo patrão do Fundo Monetário Internacional parece ter um futuro cada vez mais incerto.

Depois de Dominique Strauss-Kahn ter sido libertado sem caução, na sexta-feira, as atenções centram-se na credibilidade da alegada vítima de agressão sexual.

O procurador de Nova Iorque é alvo de críticas crescentes pela forma como geriu o caso. Cyrus Vance Jr admitiu que a empregada de hotel mentiu sobre o que se passou depois de ter sido supostamente agredida por Strauss-Kahn.

A guineense de 32 anos é mesmo acusada de prostituir-se pelos tablóides norte-americanos que antes se tinham apressado a condenar o ex-patrão do FMI.

O grupo francês Accord, proprietário do hotel Sofitel de Nova Iorque onde se produziu o incidente diz não ter qualquer vínculo com o caso, depois de vários socialistas franceses terem evocado “ligações” políticas.

Strauss-Kahn volta a comparecer em tribunal no dia 18 para se defender das acusações ainda vigentes, mas em França não se descarta a possibilidade de uma candidatura às primárias do Partido Socialista com vista à corrida presidencial.

A mais recente sondagem, publicada hoje, revela que 42 por cento dos franceses acreditam que Strauss-Khan continua a ter um futuro político.