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"Mães de Srebrenica" em Haia

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"Mães de Srebrenica" em Haia

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Representantes da associação de mães das vítimas de Srebrenica não quiseram perder a audiência de Ratko Mladic por nada deste mundo e concentraram-se à porta do Tribunal Penal Internacional para a Antiga Jugoslávia, em Haia.

Sobreviveram ao massacre de 1995, que custou a vida aos maridos e filhos, mas guardam uma esperança: ver Mladic confessar os crimes de que é acusado.

“Espero que ele se arrependa pelo que fez. Penso que depois de 16 anos a consciência dele vai despertar. Se isso não acontecer será preocupante não só para as mães de Srebrenica como para toda a Europa”, diz Munira Subasic, presidente das associação das “Mães de Srebrenica.”

Mais longe, em Sarajevo foi instalado um ecrã gigante para projetar a audiência. Para muitos um ritual de catarse.

“Ele tem de ser julgado e perceber finalmente que a Jugoslávia cometeu genocídio aqui na Bósnia. A República Srpska foi criada através do genocídio, por isso os generais têm de ser responsabilizados”, denuncia Fikret Alic, sobrevivente do campo de Omarska.

Mladic também esteve à frente do sangrento cerco a Sarajevo. Estima-se que mais de 12 mil pessoas foram mortas e 50 mil feridas durante o ataque.