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Tailândia: Shinawatras voltam ao poder

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Tailândia: Shinawatras voltam ao poder

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A reconciliaçâo dos tailandeses parece ser a prioridade para o antigo primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. A irmã acabou de ganhar as eleições e no exílio, no Dubai, o milionário derrubado pelos militares mostra-se paciente.

“Não tenho pressa de voltar. Quero primeiro ver a reconciliação. Se houver reconciliação e eu puder fazer parte da solução, então regressarei, se fizer parte do problema, não regressarei”, afirmou.

Thaksin Shinawatra está no centro da profunda divisão do país. É perseguido por terrorismo por ter presumivelmente apoiado as manifestações da primavera de 2010. Cerca de cem mil apoiantes dos camisas vermelhas ocuparam Banguecoque durante dois meses para reclamar eleições antecipadas até que o exército os desalojou. Os confrontos fizeram 92 mortos e 1800 feridos.

A crise tinha começado em Setembro de 2006, quando o exército tailandês realizou um golpe de estado contra o governo de Taksin, que tinha sido reeleito em 2005, após uma primeira vitória em 2001. Taksin Shinawatra tinha sido entretanto acusado de corrupção, um caso que provocou enormes manifestações dos “camisas amarelas”, apoiantes da monarquia que deram pretexto aos militares para intervirem.

Em 2008, pouco depois de uma nova vitória eleitoral dos seus apoiantes, Shinawatra volta do exílio londrino para enfrentar a justiça e as acusações de corrupção que pesam sobre si e a mulher, acreditando que o caso seria rapidamente resolvido.

Mas os tribunais, apoiados pelos militares e cujo poder fora reforçado com a nova constituição, não estavam dispostos a deixar passar o caso. O Supremo Tribunal viria a condená-lo por contumácia a penas de prisão e a congelar-lhe os bens. Depois disso, nunca mais voltou à Tailândia.

Figura controversa, Taksin Shinawatra é adorado pelas massas e detestado pelas elites, que o consideram perigoso para a monarquia e preferem vê-lo longe do país.