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Dinamarca impõe controlo de fronteiras

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Dinamarca impõe controlo de fronteiras

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A Dinamarca faz tábua rasa do tratado de Schengen. O país retomou o sistema de controlo das fronteiras com a Alemanha e com a Suécia, dois estados membros da União.

O objetivo do governo de centro-direita é, segundo o ministro da Fiscalidade, combater a criminalidade:

“É um controlo de alfândega, não um controlo de passaportes. Não entendo as críticas porque sou a favor da cooperação europeia. Mas não penso que as substâncias e mercadorias ilícitas devam circular livremente na Europa”, afirma Peter Christensen.

Mas para o presidente da câmara de Flensburg, na fronteira entre a Dinamarca e a Alemanha, “isto envia um sinal negativo e pode criar confusão na cooperação fronteiriça nos dois sentidos. “Não é uma medida que saudemos”, mas, por enquanto, o tráfego continua a fluir”, afirma.

Copenhaga diz que não está em causa a circulação de pessoas nas suas fronteiras, mas isso não tranquiliza a Comissão Europeia. Durão Barroso já fez saber que Bruxelas não hesitará em intervir se estiver em causa o projeto europeu.

Esta manhã o porta-voz do comissário dos Assuntos Internos confirmou que a Comissão vai estar vigilante para garantir que as leis europeias são respeitadas.

A coligação de centro direita, que ocupa o poder na Dinamarca desde 2002, tem endurecido progressivamente as leis da imigração e das fronteiras. Na semana passada, o parlamento aprovou a expulsão automática de estrangeiros condenados a penas de prisão.