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Dior estreia-se sem Gallano

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Dior estreia-se sem Gallano

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Aplausos nos bastidores, mas a audiência, na mostra de segunda-feira da Dior, só viu mesmo as propostas para a próxima estação fria.

Foi a primeira coleção, em 15 anos, sem a assinatura de John Galliano, o director criativo, entretanto, caído em desgraça.

Estação após estação, colecção após coleção, parecia uma associação de nomes indistrutível: Christian Dior e John Galliano.

Mas as silhuetas continuam o seu caminho, com novos tecidos de barras e e saias com muitos motivos femininos.

São sinais que revolucionaram a moda, no pós-guerra.

Elementos criativos que pretendem agora passar uma esponja sobre os elogios a Hitler, e os estados de alma anti-semitas, de Galliano e que levaram ao seu despedimento sumário, em Março.

Um video vadio que foi parar às redes sociais.

Ainda não tem sucessor. Por isso, a audiência da mostra de segunda-feira esperava uma solução ou qualquer sinal que permitisse advinhá-la.

O homem que emergiu foi Bill Gaytten, também britânico, que foi o braço direito de Galliano.

“O Sr. Gaytten fez esta coleção, mas não é diretor criativo”, disse, aos jornalistas, o presidente da Dior, Sidney Toledano.

“Nós estamos a usar o nosso tempo porque nós queremos encontrar uma solução de longo prazo, e muitas hipóteses estão a ser exploradas”

A audiência reagiu sem grandes exclamações à nova coleção o que pode querer dizer que esta é uma solução transitória.

A desenhador alemã Íris Van Herpen deu as boas-vindas a seu pai.

Apresentou a sua linha a uma multidão entusiástica que incluía os seus pais assim como o desenhador indiano Manish Arora.

“Eu colaboro muito com os arquitetos e as pessoas da dança. Com artistas. Colaboro também com músicos, gente de todas as disciplinas das artes e isso dá-me uma nova energia e uma nova entrada em alguns pontos. É realmente necessário porque eu trabalho com técnicas novas, como a impressão 3-D. Eu não posso fazer isso sem esse conhecimento”, disse a estilista.

Herpen fundou sua empresa em 2007 e travou lutas infernais para impor o seu estilo inovador, usando tiras do couro, plásticos, e até as varetas de guarda-chuvas.

Duas culturas muito diferentes uniram-se por um senso comum de refinamento estético – o japonês e o francês têm exercitado, há muito tempo, um fascínio mútuo, um pelo outro.

Bouchra Jarrar, deve olhar o Japão para expandir os horizontes de seu estilo gráfico.

Emmanuelle Alt deixou cair, esta segunda-feira, o Inverno de 2011-2012. Num estético classicamente parisiense.

Uma tradição europeia, com a inovação asiática.

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