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Escutas ilegais abanam o império dos tablóides britânicos

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Escutas ilegais abanam o império dos tablóides britânicos

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O escândalo sobre as escutas ilegais dos tablóides do grupo do magnata Rupert Murdoch está a ganhar uma dimensão enorme no Reino Unido. O assunto será mesmo tema de debate esta quarta-feira no parlamento.

O jornal News of The World é acusado de ter pirateado o atendedor de chamadas da família de uma jovem de 13 anos que foi sequestrada e encontrada morta em 2003.

Rebekah Brooks, a diretora executiva do grupo e editora do News of The World na altura, nega ter tido conhecimento do procedimento do detetive que trabalhava para o jornal e declara-se “impressionada e chocada” por estas acusações.

Até o primeiro-ministro, que tem em mãos a decisão sobre a compra da cadeia BSkyB pela News Corp de Murdoch reagiu a este escândalo. David Cameron diz “se o que se diz é verdade, é uma verdadeira atrocidade, é uma situação terrível.. Oo que li nos jornais é chocante”, afirmou, pedindo uma investigação.

A oposição que tem tentado tudo para que o negócio de Rupert Murdock não se concretize não poupa críticas a Rebekah Brooks:

“Digo que ela deveria fazer um exame de consciência e tenho a certeza de que vai fazê-lo porque isto passou-se diante dos seus olhos, mas também penso que isto vai para além de uma só pessoa, isto é o que acontece sistematicamente num jornal, porque se tem permitido que isto aconteça?”, pergunta o líder dos trabalhistas, Ed Milliband.

Segundo a imprensa britânica, as escutas ilegais eram prática corrente no News fo The World.

Os investigadores estão em contacto com os pais de Holly Wells e Jessica Chapman, as duas crianças assassinadas em 2002 e há suspeitas de que a família de Madeleine McCann também poderá ter estado sob escuta.