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Portugal enfrenta as ondas de choque do corte do rating

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Portugal enfrenta as ondas de choque do corte do rating

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Os juros subiram e a procura baixou num leilão de dívida portuguesa. O Psi 20 teve o pior desempenho do ano. O risco da dívida de Portugal atingiu valores recordes.

A Comissão Europeia condenou a decisão da Moody’s. “A decisão tomada ontem por uma agência de rating não esclarece nada. Pelo contrário, adiciona mais um elemento especulativo à situação”, afirmou Durão Barroso.

A Moody’s esclareceu que as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro-ministro português já foram tidas em conta no corte do rating.

A banca europeia é a que tem a maior exposição à dívida portuguesa: 239,5 mil milhões de euros, sem contar com os bancos do Reino Unido, que detêm 17 mil milhões. Em terceiro lugar, estão os norte-americanos com 3,7 mil milhões.

“Uma das razões para a Moody’s fazer o downgrade é considerar que o Estado terá que apoiar a banca com um valor superior àquele que está considerado no acordo da Troika. Nós temos cerca de 12 mil milhões de apoios para a banca e o que a Moody’s vem dizer é que isso não chega”, explica o economista Ricardo Valente.

Numa nota enviada à imprensa, a Moody’s coloca o BES, o BPI, a Caixa Geral de Depósitos e o BCP entre os bancos europeus que devem chumbar nos testes de stress.