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Um comboio no fundo de um lago

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Um comboio no fundo de um lago

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Baikal, situado no sudeste da Sibéria, é o lago mais velho e mais profundo do mundo, contendo 20 por cento das reservas mundiais de água doce.

Tem sido, ao longo do tempo, uma atração irrestível para os mergulhadores. Querem encontrar um tesouro de ouro imperial, apreendido pelo almirante Kolchak.

“Três Dimensões” é o nome do clube de mergulho, às profundidades de Baikal.

Um dos seus membros descobriu as sobras da destruição subaquática de um comboio.

“É óbvio o que aconteceu. O vagão está num declive íngreme. Caiu por uma montanha, ao longo de 35 metros, e só foi travado por um penhasco. Conseqentemente, suponho que outras carruagens estarão por perto, um pouco mais distante”, diz o mergulhador.

A parte mais interessante é que a destruição não foi total. Pela primeira vez, os mergulhadores encontraram um vagão inteiro.

Os originais históricos não dão uma grande quantidade de informação sobre a destruição.

Pavel Novikov, historiador, diz que tudo deve ter acontecido, em meados do SEC XX:

“Julgando pelo tamanho do vagão e pela facto de, provavelmente, ele ter quatro pares de rodas, admite-se que seja de fabrico soviético. Por essa razão, a catástrofe que trouxe este vagão ao fundo de Baikal poderia ter acontecido nos anos da II Guerra Mundial – o mais provável – ou no período de pós-guerra. Das histórias dos residentes locais, sabe-se que havia descarrilamentos e tombos constantes, portanto, não foi só este”.

O achado tem particular interesse para os historiadores, por causa da proximidade com o Circum-Baikal, uma via férrea que, no seu tempo, foi considerada uma maravilha tecnológica.

A construção do “Circum-Baikal’ começou em 1899 e o trajeto continha uma série de túneis e pontes que não existiam em qualquer outra parte da Rússia.