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Bélgica: independentistas rejeitam proposta para formar governo

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Bélgica: independentistas rejeitam proposta para formar governo

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A crise política que paralisa a Bélgica há mais de um ano volta a agravar-se. A proposta apresentada pelo socialista francófono Elio Di Rupo para abrir caminho à formação de um governo foi rejeitada pelos independentistas flamengos.

Bart de Wever, líder do partido N-VA, considera que “a proposta não é boa o suficiente para começar as negociações”.

No entanto, a proposta faz várias cedências aos flamengos como um reforço da autonomia das regiões e a cisão do círculo eleitoral de Bruxelas-Halle-Vilvoorde.

A autarca francófona Veronique Caprasse, considera que a decisão divide todos os francófonos da periferia, que são mais de 150 mil, tirando-lhes todo o poder a nível eleitoral. “Dividir significa vender os francófonos da periferia”, conclui.

O projeto prevê que apenas seis das 35 comunas da periferia de Bruxelas continuariam a poder votar pelas listas francófonas. As restantes votariam pelas listas flamengas.

É o caso de Dilbeek. À entrada da comuna, pode ler-se “Dilbeek: o lugar onde vivem os flamengos”.

O autarca, flamengo, Stefaan Platteau, mostra-se aberto às negociações: “Quando vi o texto, concluí que é preciso melhorar alguns pontos como as despesas e os impostos. Mas, de forma geral, fiquei agradavelmente surpreendido”.

Há treze meses que decorrem as negociações para formar governo. Um recorde mundial que não parece inspirar grandes preocupações a alguns belgas. “Não estou a par do que se passa. Não estou mesmo dentro do assunto”, lança uma habitante de Bruxelas.