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Ajudar os consumidores a comprar alimentos mais saudáveis é o objetivo de um regulamento aprovado, esta quarta-feira, pelo Parlamento europeu. O documento prevê que a rotulagem dos alimentos seja mais clara.

A obrigatoriedade de indicação do país de origem estende-se a todos os tipos de carne fresca. Para já, os alimentos não processados ficam de fora.

As substâncias que provocam alergias terão de constar na lista de ingredientes. A informação deve, também, ser dada em relação aos alimentos não embalados, como os vendidos em restaurantes ou cantinas.

Em matéria nutricional, os produtores terão de especificar o tipo de óleos usados, por exemplo, o polémico óleo de palma.

Para facilitar a comparação dos produtos, todas as informações nutricionais devem ser expressas por 100g ou 100ml, em letra de dimensão legível.

Ophélie Spanneut, porta-voz da Federação Europeia das Associações de Defesa do Consumidor (BEUC), participou nas negociações e mostra-se satisfeita com o resultado. “Vai haver algumas melhorias para os consumidores. Pela primeira vez haverá uma informação nutricional obrigatória, o que significa que vamos saber exatamente quantos açúcares, ácidos gordos saturados, sal, proteínas, hidratos de carbono e calorias existem num produto”, explica.

No entanto, as regras não se aplicam às bebidas alcoólicas, suscitando algumas interrogações da Eurocare (Aliança para a Política Europeia sobre o Álcool). “Por que é que a indústria do álcool não o faz? Se é um produto tão natural qual a razão para tanto segredo?”, questiona Marianne Skar, da Eurocare.

O comissário europeu para a Saúde, John Dalli, garante que o trabalho não está concluído. “No que toca ao álcool, penso que vamos ter de nos apoiar nos nossos próprios estudos para chegar a um acordo para conseguir algum tipo de informação nutricional nas bebidas alcoólicas.”

Os novos rótulos devem aparecer no mercado em 2015. Mas algumas informações só vão constar nas etiquetas dois anos mais tarde.