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Omar al-Bashir nas celebrações da independência do sul do Sudão

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Omar al-Bashir nas celebrações da independência do sul do Sudão

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O sul do Sudão torna-se, este sábado, oficialmente independente. Depois de mais de duas décadas de guerra civil com o norte, os sulistas preparam-se para virar uma página da história.

A divisão do Sudão, até agora o maior país africano, foi decidida há cerca de meio ano em referendo previsto no acordo de paz assinado em 2005.

O presidente do norte do Sudão, Omar al-Bashir, procurado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra anunciou que vai marcar presença na cerimónia de independência. Mas já avisou que não vai tolerar que o novo país interfira em questões internas. É o caso, por exemplo, da região de Kordofan, na fronteira entre o norte e o sul, palco de violentos confrontos.

A demarcação de fronteiras continua a ser um problema sem solução. Mas há outros, como a partilha das receitas – já que 80 por cento das reservas petrolíferas se encontram no sul – e, ainda, a nacionalidade dos sulistas que vivem no norte.

Para já reina o otimismo, por entre quem viveu 22 de uma guerra civil que provocou dois milhões de mortos.