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Sudão reconhece independência do sul com reticências

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Sudão reconhece independência do sul com reticências

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A independência do novo território do Sudão do Sul, decidida em referendo, vai ser declarada amanhã, durante uma cerimónia que vai contar com a presença de várias personalidades internacionais.

O Sudão quis ser, hoje, o primeiro país a reconhecer a soberania, depois das autoridades terem encerrado seis jornais pertencentes a habitantes do sul, fazendo temer eventuais represálias sobre um milhão de sul-sudaneses que vive do outro lado da fronteira.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje a criação de uma missão de paz para o novo estado, que se torna amanhã no 193o país do mundo.

Os sete mil militares e 900 civis têm um mandato renovável de um ano para evitar confrontos junto à fronteira altamente volátil com o Sudão.

A cerimónia de amanhã, ocorre depois do conflito entre os dois territórios ter provocado mais de dois milhões de mortos, deixando sequelas na população dos dois lados da fronteira.

A soberania do território do sul tinha sido já reconhecida em 1956, quando o Sudão declarou a independência do Reino Unido, mas só os acordos de paz de 2005 conseguiram pôr termo a uma guerra civil de 21 anos.