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Sul-sudaneses festejam o dia da independência

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Sul-sudaneses festejam o dia da independência

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Os sul-sudaneses esperaram pela meia-noite para festejarem, nas ruas de Juba, o nascimento de uma nova nação.

A horas da proclamação da independência, agendada para esta manhã na agora capital, milhares saíram às ruas para festejar uma soberania, adiada há 55 anos e marcada por 21 anos de guerra civil.

As cerimónias da declaração da independência, aprovada em referendo, vão contar com a presença de várias personalidades internacionais.

O presidente do Sudão, que vai deslocar-se também a Juba quis ser, ontem, o primeiro chefe de Estado a reconhecer a soberania do território vizinho.

As autoridades de Cartum decidiram, no entanto, encerrar seis jornais detidos por empresários do sul, fazendo temer eventuais represálias sobre um milhão de sul-sudaneses que vive do outro lado da fronteira.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou ontem a criação de uma missão de paz para o novo estado, que se torna no 193o país membro das Nações Unidas.

Os sete mil militares e 900 civis têm um mandato renovável de um ano, para evitar confrontos junto à fronteira altamente volátil com o Sudão, cujo traçado permanece indefinido.

O novo país conta com importantes recursos petrolíferos, um garante de estabilidade económica para o governo dos ex-rebeldes, mas também uma possível fonte de novos conflitos entre os dois territórios.

Os 21anos de guerra civil tinham provocado mais de dois milhões de mortos, antes dos acordos de paz de 2005 abrirem caminho à atual independência.