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Parlamento britânico investiga Murdoch

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Parlamento britânico investiga Murdoch

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O parlamento britânico tem já em funcionamento uma comissão especial de inquérito ao escândalo das escutas telefónicas, dos jornais de Rupert Murdoch.

Um processo que pode incriminar o próprio Murdoch, a sua executiva de confiança, Rebekah Brooks e o filho do magnata.

A Scotland Yard conhecia o assunto, desde 2009, altura em foi denunciado por outro jornal, o “The Guardian”.

Mas o comissário John Yates, ouvido esta terça-feira na Comissão de Inquérito, desvalorizou os pormenores adiantados pelo jornal:

“Não havia nada que me indicasse, em julho 2009, no artigo publicado no The Guardian, que houvesse dados novos que justificassem um investimento de recursos, para investigar todo esse material”.

Um dos assessores de imprensa do Primeiro-Ministro era, na altura, editior do “News of the World”, um dos jornais que usava escutas telefónicas. Cameron promete punir os prevericadores:

“Este governo tem em curso uma investigação policial apropriada e encontrará os culpados que serão identificados e punidos. Temos também um inquérito independente, já adiantado, para podermos chamar testemunhas, sob juramento, para sabermos quem tinha práticas incorretas, nesses jornais”.

O Governo e a oposição, entretanto, concordaram em barrar a compra do BSkyB, um negócio de 10 mil milhões de euros.

Consequência disso, foi a queda da quotação das ações do grupo News Com, de Murdoch, na sessão da bolsa, desta terça-feira.