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Irlanda do Norte: regresso da violência entre católicos e protestantes

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Irlanda do Norte: regresso da violência entre católicos e protestantes

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Os confrontos entre católicos e protestantes prolongam-se na Irlanda do Norte. É o terceiro dia em que grupos de católicos enfrentam as forças da ordem com pedras, tijolos, garrafas e cocktails molotof.

Todos os anos, por ocasião da celebração do 12 de Julho, a data que marca a vitória do rei Guilherme de Orange sobre o rei católico Jaime II de Inglaterra, centenas de pessoas semeiam o caos nas ruas.

As celebrações são marcadas pelas marchas protestantes, que para a população católica são uma provocação.

As duas comunidades fazem leituras diferentes da violência: para os católicos “trata-se de trinta ou quarenta pessoas em bairros muito específicos das cidades, que se concentram durante o ano inteiro e utilizam o 12 de Julho como desculpa para a provocação”.

Mas os protestantes têm outra visão dos acontecimentos e acusam os opositores ao processo de paz de organizarem este tipo de movimentos:

“Há grupos organizados, ligados ao IRA em Ardoyne, que estão claramente a orquestrar estes tumultos e é como se estes grupos estivessem fora de controlo”, afirma um unionista.

Na terça-feira mais de duas dezenas de polícias ficaram feridos. Não há indicação de vítimas entre os civis. Muitos são jovens e recusam-se a ir aos hospitais por receio de serem detidos.