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EUA: primeira economia mundial à beira da bancarrota

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EUA: primeira economia mundial à beira da bancarrota

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A falta de pagamento pende sobre os Estados Unidos como uma espada de Dâmocles.

Depois de meses de negociações estéreis, os democratas e os republicanos não concordaram em forçar o mecanismo que mantem os credores de Washington, em suspenso: o que fixa o limite da dívida.

O envolvimento do presidente Obama não mudou o estado das coisas, pelo contrário.

Só o Congresso pode autorizar uma ampliação desse limite para impedir o endividamento ilimitado do país.

Agora os EUA atingiram o teto da dívida, estabelecido em 14,3 mil milhões de dólares em maio. Se até 2 de agosto não houver acordo, os Estados Unidos não conseguirão pagar os juros da dívida pela primeira vez na história.

Os mercados começam a levar a sério esta possibilidade, como reconheu o responsável pela estratégia de investimento da Standard & Poors:

“- Apesar da maioria das pessoas em Wall Street não considerar que possa acontecer o impensável, ou seja, que o Congresso não se ponha de acordo para aumentar o teto da dívida, a cada dia que passa ficamos mais preocupados com o que possa suceder”.

A solvência do país sofreu um revés, a 13 de julho, quando a Moodys anunciou que is colocar sob vigilância o triplo A da nota norte-americana, ou seja, a que premeia os bons pagadores.

Por outro lado, a economia norte-americana não respira saúde. Baseada, durante anos, no consumo a crédito, no endividamento para consumir, as contas do país acabaram desequilibradas.

O déficit público dos Estados Unidos representa 11% do PIB em 2011, é imperativo reduzi-lo.

Todos parecem concordar na emergência de uma resolução, e Obama defende um acordo o mais equilibrado possível:

“Todos estamos de acordo sobre a necessidade de aproveitar esta oportunidade para fazer algo significativo sobre a dívida e o déficit.”

O problema é como fazer, e os republicanos têm uma ideia fixa:

John Boehner. Speaker, House of Representatives

“O presidente continua a insistir em subir os impostos e na administração não são suficientemente sérios sobre as reformas fundamentais para resolver o problea a curto e médio prazo”

O plano de redução do déficit de Omaba prevê cortar 4 mil milhões de dólares em 12 anos, na reforma de programas sociais como o Medicare, a saúde para lá dos 65 anos, a redução do orçamento da Defesa e a supressão das vantagens fiscais para os ricos.

Os republicanos querem reduzir 5,8 milé milhões de dólares do déficit em dez anos, com a privatização da Medicare, com cortes no orçamento da Educação e do Ambiente,mas sem tocar nas vantagens fiscais dos mais ricos.

Mais importante dos que as divergências entre democratas e republicanos – que, no passado, sempre conseguiram chegar a acordo, é o bloqueio do Tea Party.

Os representantes do movimento ultraconservador não aceitam, sequer, discutir impostos e compromissos.