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Testes de stress evitaram "o pior dos cenários"

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Testes de stress evitaram "o pior dos cenários"

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Apurar a capacidade de resposta financeira dos bancos europeus em cenários de crise profunda é o objetivo dos testes de stress. Os exames foram feitos a 91 bancos, que representam 65% do setor bancário da União Europeia. Em Portugal quatro foram testados.

Os critérios foram mais rigorosos do que em 2010, quando não foi detetado o colapso iminente dos bancos irlandeses.

Florence Ranson, porta-voz da Federação Europeia de Bancos, preferia que “este exercício fosse confidencial no futuro devido à influência que pode ter nos mercados” e também porque “os critérios aplicados pela Autoridade Bancária Europeia (EBA) vão muito além dos critérios dos testes normalmente levados a cabo entre um banco e a autoridade supervisora”.

Em plena crise na zona euro, o sistema financeiro europeu quer enviar uma mensagem de confiança aos mercados. Pela primeira vez, os bancos estão obrigados a detalhar a exposição às dívidas soberanas de países em dificuldade, como a Grécia. Uma informação muito aguardada pelos investidores.

Ainda assim, os testes de resistência não levaram em conta o cenário de incumprimento de um dos estados-membros. Para Etienne de Callataÿ, o responsável pelo departamento de análise financeira do banco belga Degroof, a razão é simples: o pior dos cenários não é tomado em consideração para “evitar o pânico dos mercados”.