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UE: novos certificados para os biocombustíveis

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UE: novos certificados para os biocombustíveis

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É na cidade de Wanze, no sul de Bruxelas, que se encontra o maior produtor de bioetanol da Bélgica. Chama-se BioWanze e produz anualmente até 300 mil metros cúbicos de bioetanol a partir de trigo e de beterraba. Segundo a empresa, este processo representa uma redução de 70 por cento dos gases com efeitos de estufa relativamente aos combustíveis fósseis.

Christelle Noirhomme, porta-voz de BioWanze, garante, por exemplo, que apenas as beterrabas que não iam ser usadas para o consumo são transformadas em energia.

A Comissão Europeia apresentou, esta terça-feira, os primeiros certificados que devem assegurar a sustentabilidade dos biocombustíveis. Aqueles que forem feitos de matérias-primas de florestas tropicais, zonas húmidas ou com grande biodiversidade, são excluídos.

O comissário europeu para a Energia, Günther Oettinger, explicou que “as plantas estão na base da maioria da produção dos biocombustíveis. É, por isso, que se tem de assegurar que nem as florestas tropicais nem outros ecossistemas frágeis foram danificados no processo”.

As associações ecologistas temem, justamente, que as florestas e outros ecossistemas naturais estejam em perigo. Por isso, alertam para a falta de medidas sobre a conversão das terras para a produção de biocombustíveis. É o que explica Nusa Urbancic, de uma associação europeia de transportes e ambiente.

“A Comissão deveria ter apresentado uma proposta sobre o impacto das mudanças do uso das terras no final de julho, mas não o fez a tempo, apesar dos seus próprios estudos mostrarem que alguns tipos de biocombustíveis são mais perigosos que os combustíveis fósseis”, alerta Nusa Urbancic.

Segundo um estudo europeu, a crescente procura de biocombustíveis para os transportes poderá necessitar, em 2020, de uma extensão de terras equivalente à área de um país como a Holanda.