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Volta a França: Cem anos depois o Galibier em dose dupla

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Volta a França: Cem anos depois o Galibier em dose dupla

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A grande decisão da Grande Boucle está mesmo reservada para as duas próximas etapas, com duas passagens naquela que é uma das mais míticas montanhas do Tour, o Galibier.

Para Bernard Thévenet, duas vezes vencedor da Volta a França, classifica o Galibier como uma subida mítica e que assusta o pelotão, que se caracteriza por ser bastante longa e seletiva

Contador, Schleck e companhia vão sentir na pele os efeitos de uma etapa centenária. O Galibier é alvo de uma atenção especial este ano uma vez que se cumpre o centenário da sua primeira subida.

Emile Georget nunca venceu a Volta a França, mas ficou imortalizado como o primeiro homem a conquistar esta montanha de 2645 metros.

Thévenet lembra que “nos primeiros anos, em 1911, por exemplo, o percurso era verdadeiramente abominável. Os ciclistas passavam por um caminho, não por uma estrada. O caminho usado pelas pessoas para irem trabalhar nos campos, com buracos enormes, pedregulhos, terra. A maioria dos ciclistas era obrigada a fazer uma boa parte da subida a pé.”

As estradas agora são bem melhores, mas nem por isso a tarefa do pelotão é mais fácil. O Galibier será servido em dose dupla. Esta quinta-feira recebe o final da etapa, ainda por cima num ponto mais alto que o habitual, na sexta serve de passagem, desta vez no sentido contrário, a caminho do não menos mítico Alpe d’Huez.

Vencedor do Tour em 1975 e 1977, o ciclista francês não tem dúvidas em afirmar que “quem falhar na primeira subida, não conseguirá recuperar o terreno na subida do dia seguinte”

As expectativas são elevadas, apenas São Pedro pode estragar aquilo que prometia ser um dia perfeito para o ciclismo. A 24 horas da passagem do pelotão o Galibier encontra-se coberto de neve.

Caso as condições meteorológicas não melhorem radicalmente, a subida pode mesmo ser anulada, como já aconteceu em 1996.