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Atenas respira de alívio

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Atenas respira de alívio

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A Grécia respira de alívio depois de aprovado o segundo plano de ajuda ao país.

A caminho estão mais 109 mil milhões de euros da União Europeia e Fundo Monetário Internacional. O setor privado vai contribuir com 50 mil milhões até 2014.

A agência notação financeira Fitch diz que Atenas enfrenta, agora, um incumprimento parcial.

O ministro das Finanças garante que o sistema bancário grego é seguro e deixa uma mensagem aos mais pessimistas:

“É um grande alívio para a economia grega e este alívio vai ter gradualmente efeito na economia real. Mas isso não significa que deixemos de fazer esforços” afirma Evangélos Vénizélos.

Ter um café era até há alguns anos um bom negócio. Neste, no centro de Atenas, já trabalharam oito pessoas. Hoje, conta com menos de metade dos trabalhadores.

“Desde que a crise começou, o nosso lucro baixou 70 por cento. Ao longo dos últimos três anos, a situação tem vindo a piorar” refere o dono de um café.

Outro comerciante afirma: “não tenho esperança. Os jornalistas dizem o que querem dizer, mas não podemos confiar em ninguém.”

Uma parte da população acredita que em termos práticos, pouco ou nada vai mudar. Muitos aplaudem a atuação do executivo e lembram que ninguém é inocente:

“Creio que o governo está a fazer aquilo que deve ser feito. E nós não estamos a fazer o que devíamos, ou seja, como não aceitamos a realidade. Por isso, não estamos a contribuir para eliminar o problema. A fatura vai ter de ser paga pelo povo” afirma um reformado.

Outro considera que “é um passo importante, digamos que é um avanço positivo. A Grécia está numa situação difícil e ninguém deve ser responsabilizado por isso, a não ser os próprios gregos.”