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"Cimeira de viragem" na zona euro

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"Cimeira de viragem" na zona euro

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Cara ou coroa? A Grécia conseguiu um segundo pacote de empréstimos internacionais, mas alguns analistas temem o outro lado da moeda. Em nome do euro, os dirigentes europeus acordaram a participação do setor privado. Uma exigência feita por Berlim, ainda que as agências de “rating” tenham ameaçado que isso seria considerado incumprimento seletivo.
 
A chanceler alemã conseguiu impor a participação dos privados, mas foi o presidente francês que inscreveu uma nova expressão na história da união económica e monetária. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a anunciar as medidas do novo programa.
 
O Banco Central Europeu, feroz opositor à participação dos privados, acabou por ceder. O fumo branco saiu depois dos dirigentes da zona euro terem assegurado que, em caso de incumprimento seletivo da Grécia, o fundo europeu garantiria os títulos de dívida grega.
 
Mas há quem veja o outro lado da moeda. O economista André Sapir defende que ao salvar a Grécia, os líderes da zona euro validaram a tese de que a crise é sistémica.
 
Já para Maria João Rodrigues, conselheira junto das instituições europeias, esta foi uma “cimeira de viragem” na zona euro e foram tomadas várias decisões para travar o efeito de contágio. A possibilidade do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira passar a intervir nos mercados secundários é “a medida mais importante”.