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O outro lado da moeda

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O outro lado da moeda

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A Grécia conquistou um segundo pacote de empréstimos internacionais, na cimeira dos chefes de Estado e de Governo da zona euro, a 21 de julho. Mas alguns analistas temem o outro lado da moeda de uma aparente vitória para Atenas.
 
Em nome do euro, os dirigentes europeus acordaram a participação do setor privado. Uma exigência feita por Berlim, ainda que as agências de “rating” tenham ameaçado que isso seria considerado incumprimento seletivo.
 
A chanceler alemã conseguiu impor a participação dos credores privados. Uma vitória para Angela Merkel, mas foi o presidente francês quem cortou a meta ao inaugurar os discursos no final da cimeira. Nicolas Sarkozy foi o primeiro a inscrever uma nova expressão na história da união económica e monetária: o “Fundo Monetário Europeu”. 
 
O Banco Central Europeu, feroz opositor à participação dos privados, acabou por ceder. O fumo branco saiu depois dos dirigentes da zona euro terem assegurado que, em caso de incumprimento seletivo da Grécia, o fundo europeu garantiria os títulos de dívida grega.
 
Mas há, ainda, quem veja um outro lado da moeda. O economista André Sapir defende que ao salvar a Grécia, os líderes da zona euro validaram a tese de que a crise é sistémica.