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Amnistia internacional denuncia clima de medo na Costa do Marfim

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Amnistia internacional denuncia clima de medo na Costa do Marfim

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A Costa do Marfim distante da reconciliação, três meses após a queda do presidente Laurent Gbagbo.

Um relatório da Amnistia Internacional, apresentado hoje, revela o clima de medo no país face às represálias levadas a cabo pelas milícias do novo presidente Alassane Ouattara.

Cerca de meio milhão de refugiados dos confrontos entre os dois campos rivais teme um regresso a casa.

O novo chefe de Estado, deslocou-se ontem à sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, para anunciar um inquérito aos crimes cometidos pelo seu próprio campo: “nós queremos um estado de direito na Costa do Marfim para proteger a população e fazer respeitar os direitos humanos”.

O documento de 44 páginas da Amnistia international acusa as forças de segurança e as milícias Dozos, apoiadas por Ouattara, de levarem a cabo atos de tortura, desaparecimentos forçados e execuções extra-judiciais.

A organização humanitária exige a condenação dos responsáveis dos crimes praticados pelos dois campos desde 2002, assim como o desmantelamento das milícias pró-Ouattara.