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Luta contra o terrorismo debatida em Bruxelas

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Luta contra o terrorismo debatida em Bruxelas

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Os atentados na Noruega “mostram que o terrorismo não tem nada a ver com uma religião ou uma crença em particular”. Esta é a principal mensagem extraída da reunião extraordinária sobre o terrorismo, esta quinta-feira, em Bruxelas. O encontro foi convocado pela União Europeia e reuniu especialistas dos 27 e homólogos noruegueses.

“Temos todos de lidar com a opinião da extrema-direita. Temos de lidar com isso e temos de produzir respostas diferentes. Houve uma coisa que fizemos na Europa, desde os ataques terroristas do 11 de setembro, que foi talvez um pouco limitada e que consistiu em concentrarmo-nos demasiado na Al-Qaeda e em grupos a ela ligados. Estávamos à procura de terrorismo islâmico”, explica a analista Shada Islam.

Nos últimos anos, as atenções parecem ter-se desviado da extrema-direita. No relatório do ano passado da Europol, não foi registada nenhuma ação atribuída a um grupo deste tipo.

Timothy Jones, conselheiro de Gilles de Kerchove, o coordenador dos 27 da luta antiterrorismo, salienta que “há imensos processos que são os mesmos independentemente da ideologia adotada pelos terroristas. Por isso, não se trata simplesmente de se concentrar numa ou noutra forma de terrorismo. Há muitos pontos em comum”.

As autoridades prometem passar a pente fino a blogosfera da extrema-direita, em plena ascensão nos últimos anos. Segundo a Europol, os contactos entre grupos extremistas são cada vez mais próximos e iniciados pela internet.

A correspondente da euronews em Bruxelas constatou, por isso, que na reunião extraordinária

“não houve grandes anúncios, nem promessas impossíveis de concretizar. Para os especialistas europeus, o essencial é tirar lições do drama norueguês que lembrou, de forma brutal, que o terrorismo não tem um único rosto”.