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Sobreviventes de atentados na Noruega recordam tragédia

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Sobreviventes de atentados na Noruega recordam tragédia

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Uma semana depois da tragédia, os sobreviventes do duplo atentado na Noruega vivem um misto de alegria por estarem vivos e angústia pela perda de familiares e amigos.

Ao todo, 68 jovens morreram a tiro na ilha de Utoeya e oito pessoas mais em Oslo.

“Quero voltar assim que possível, para ver como está tudo agora. Vou ver a ilha de Utoeya como ela é, conforme me recordo. Um lugar maravilhoso. Provavelmente o mais bonito à face da terra, onde os jovens se reuniam para discutir, para mudar a sociedade, tornando-a num espaço melhor para todos nós. Quero ver os lugares onde estive e onde tentei fugir. Quero fazer as pazes com a ilha e deitar para trás das costas o que aconteceu”, desabafa Adrian Pracon, sobrevivente.

Anders Behring Breivik, o autor confesso do duplo atentado envergava um uniforme de polícia. Para os jovens qualquer polícia poderia ser o assassino.

“Para explicar a atmosfera posso recordar um dos meus colegas que estava a tentar ajudar um dos miúdos e eles davam um passo atrás perguntando ‘Vais-me matar? Penso que descreve bem o estado mental em que estes jovens se encontravam”, lembra Haavard Larsen, paramédico.

De acordo com o advogado, Breivik planeava mais ataques bombistas contra dois edifícios.