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Presidente turco diz que o país não está a atravessar crise

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Presidente turco diz que o país não está a atravessar crise

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Apesar do braço-de-ferro entre a cúpula militar turca e o Governo, o presidente Abdullah Gul nega que o país esteja em crise.

Esta sexta-feira, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Isik Kosaner, assim como os responsáveis pelo Exército, Marinha e Força Aérea apresentaram a demissão em bloco, deixando a segunda maior força da NATO sem liderança.

“Ninguém devia interpretar isto como qualquer tipo de crise ou problema. Sem dúvida que o que aconteceu foi extraordinário, mas continua tudo em andamento. O procedimento de rotina continua em curso”, assegura o chefe de Estado turco, Abdullah Gul.

Em causa está a detenção de 250 militares acusados de conspiração para derrubar o partido AKP, no poder.

Para evitar o colapso, o primeiro-ministro chamou o general Necdet Ozël para o comando do Exército, abrindo o caminho a uma substituição rápida no topo da cadeia, mesmo a tempo do Supremo Conselho Militar da próxima segunda-feira.

Emre Uslu, jornalista, comenta a polémica: “Depois destes incidentes, penso que os militares e o Governo terão relações mais calmas e normais. No passado, quando outros chefes proferiam discursos políticos Ozël estava sempre a sublinhar que ‘tudo se tem feito de acordo com a lei, o mesmo acontecendo de aqui em diante’. Claro que agora há um clima de alta tensão no Exército. Esta tensão deve ser muito bem controlada e penso que Necdet Özel será capaz de fazê-lo.”

Desde que o primeiro-ministro chegou ao poder, em 2002, as Forças Armadas têm vindo a perder autoridade.

O Governo reformou as leis para permitir que os militares sejam julgados.