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Aumenta contestação social em Israel

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Aumenta contestação social em Israel

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Não há memória de tal coisa em Israel – uma onda de contestação social, que está a fragilizar o governo de direita, chefiado pelo primeiro-ministro, Benjamin Natanyahu.

Na origem do protesto, está o insuportável custo de vida.

Uma preocupação que marcou o Conselho de Ministros deste sábado.

Falando aos seus ministros, Natanyhau disse que era preciso agir e nomeou uma equipa inter-ministerial, para apresentar um plano que altere a realidade económica, sobretudo que garanta o controle dos preços:

“Estamos atentos à aflição das famílias e às queixas sobre o elevado custo de vida, em Israel, e estamos a considerar todas as possibilidades para resolver estas coisas. Como ministro das Finanças, tenho a responsabilidade de não permitir que Israel entre num estado de anarquia económica”.

Nas últimas horas, os médicos juntaram-se ao protesto, contestando o aumento das taxas hospitalares, acusando o governo de, com isso, estar a pôr em causa o acesso universal aos serviços públicos de saúde.

O Primeiro-Ministro fala mesmo em altererar as prioridades no domínio económico.

Enquanto os descontentes se dirigiam para junto da residência do Primeiro-Ministro, milhares de médicos preferiram as imediações do parlamento, para exigirem a revogação de várias medidas de gestão hospitalar.

Dizem que o Governo de direita pretende acabar com a universalidade do acesso ao sistema público de saúde.

Contestam o aumento das taxas hospitalares.