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Acabou a crise da dívida nos Estados Unidos?

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Acabou a crise da dívida nos Estados Unidos?

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Os Estados Unidos podem ter evitado o incumprimento, mas dificilmente vão escapar a um corte do rating triplo A. Em cima da data limite, o presidente Barack Obama anunciou que democratas e republicanos chegaram a acordo para aumentar o limite da dívida norte-americana.

O teto atual de 14,3 biliões de dólares deve ser aumentado em pelo menos 2,1 biliões, o suficiente para chegar a 2013.

Desde cedo, os dois partidos parecem ter estado de acordo num ponto, que os cortes na despesa para diminuir o défice deviam ser faseados.

Obama anunciou que os investimentos para a criação de emprego na educação e na investigação vão ser preservados.

Uma primeira redução de despesas vai cortar cerca de 917 mil milhões de dólares. Uma comissão especial bipartidária do Congresso vai definir os cortes de gastos adicionais, no valor de cerca de 1,5 biliões de dólares.

De acordos com os dados disponíveis, as reduções vão ser feitas todas do lado da despesa e não da receita, como queriam as agências de rating.

Reduzir a despesa do Governo pode não ser a melhor solução para uma economia, que já dá sinais de fraqueza. A economia norte-americana cresceu apenas 0,4% no primeiro trimestre e 1,3% no segundo.

Após o anúncio do acordo preliminar, o prémio Nobel da economia Paul Krugman disse que o acordo é desastroso e que “vai deteriorar uma economia já de si deprimida”.