Última hora

Última hora

Noruega levanta a cabeça

Em leitura:

Noruega levanta a cabeça

Tamanho do texto Aa Aa

Na Noruega, a estupefação começa, pouco a pouco, a dar lugar a uma nova consciência coletiva, dez dias depois do duplo massacre que foi a pior tragédia vivida pelo país desde a II Guerra Mundial.

Enquanto as flores se amontoam no memorial junto à Catedral de Oslo, os noruegueses percebem que nada será como dantes no país.

Karolina Bank, uma sobrevivente que perdeu um amigo no massacre da ilha de Utoya testemunha: “Não posso continuar a pensar na imagem do meu amigo caído morto. Tenho que pensar nas memórias felizes, em como ele me sorria, nas alcunhas engraçadas que dávamos um ao outro. Não me arrependo de nada do que vivi, tenho muita pena de todos aqueles que já não podem compartilhar estas memórias comigo”.

Karoline escapou ilesa e conseguiu ainda salvar um amigo, mas viu vários amigos morrer, atingidos por Breivik.

Para os noruegueses, a altura é de seguir em frente, como conta outra habitante de Oslo: “Penso que vamos ser um país melhor agora, mais forte do que éramos antes”.

No parlamento, foi feita uma homenagem às vítimas, na presença do Rei Harald V e do príncipe herdeiro Hakoon. A princesa Mette-Marit, mulher de Hakoon, perdeu um irmão no massacre de Utoya.

Quanto ao futuro do assassino, Anders Behring Breivik, a opinião pública pede um endurecimento das penas.