Última hora

Última hora

Ramadão sob o signo da Primavera Árabe

Em leitura:

Ramadão sob o signo da Primavera Árabe

Tamanho do texto Aa Aa

O Ramadão, este ano, começa sob o signo da “primavera árabe” em todo o mundo islâmico. Todos os dias são como a sexta-feira de jejum, do qual só estão dispensados os soldados, viajantes, doentes e crianças…e até essas querem participar.
 
O iman líbio Mohamed Chouieref Al-Medeni explica a dispensa dos soldados de Kadaffi: “ – os que estão a lutar podem comer e beber, não têm obrigações religiosas porque todos os que resistem nos confrontos na Líbia são Mujahidin excepto os que estão com a NATO”.
 
Excepção explicada na Líbia, mas não empregue no Egito. Os resistentes da Praça Taihir, depois da liberdade, tão duiramente conseguida, exigem melhores condições de vida:
 
 
Moahamed Karam dá voz à indignação geral:
 
“- Não temos qualquer problema em nos manifestarmos durante o Ramadão, são dias como os outros. O Ramadão apenas insufla mais a nossa revolução e faz crescer o nosso entusiasmo”.
 
 
No Paquistão, o Ramadão apenas sublinha a tristeza que amargura as pessoas, como testemunha Sultanat Khan:
 
“Há de tudo nas lojas mas ninguém tem dinheiro para comprar. As cheias levaram tudo o que as pessoas tinham”.
 
Para os menos afortunados, é na hora do desjejum do Ramadão que está a maior dificuldade.