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Dívida americana preocupa credores

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Dívida americana preocupa credores

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A crise da dívida americana preocupa, mesmo de fronteiras dos Estados Unidos. As tensões sobre o assunto podem continuar a fazer baixar o valor do dolar, alimentar a inflação mundial e submergir ao planeta na recessão.

Se o Congresso americano não chegasse a um compromisso, até 2 de agosto, não podia pagar as faturas nem pagar aos credores que acompanharam, com ansiedade, os debates políticos.

Primeira potência económica mundial, os Estados Unidos, apoiaram-se durante muito tempo na compra das suas obrigações pelo estrangeiro para financiar a a gigantesca dívida.

A China é a maior credora dos Estados Unidos. Os investimentos em doláres representam cerca do 70% das reservas de câmbio, calculadas em 3,2 mil milhões de dólares.

Esta manhã, os jornais chineses eram muito críticos em relação ao acordo,assegurando que se os Estados Unidos tinham assim evitado o falência, os problemas da dívida soberana não se resolveram.

Na verdade, apenas ficaram adiados para depois das eleições presidenciais de 2012, o que parece tranquilizar os mercados…

Guang Jiangzong, presidente da instituição de avaliação do crédito afirmou que “financeiramente, a América está em má forma. Provavelmente vão conceber outro plano de emergência para injetar mais dinheiro e sustentar a economia. Mas no fim, isso não é solução. Só piora”.

Segundo Washington, Pequim detem cerca de 1.16 biliões de dólares em títulos do tesouro americano. Logo a seguir, situa-se o Japão com 1.13 biliões de dólares e o Reino Unido com 1.12 biliões. A Suíça detem quase 748 mil milhões de dólares em títulos de dívida acumulada.

Mas são as instituições americanas, como a Reserva Federal e alguns privados, os maiores credores dos Estados Unidos, com cerca do 70% da dívida.

Os credores esperam que os Estados Unidos reduzam o déficit orçamental, numa altura em que se especula que a notação americana dificilmente vai escapar a um corte das agências de rating.