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Ataque dos mercados cria pânico em Itália

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Ataque dos mercados cria pânico em Itália

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Soaram as sirenes nas finanças públicas italianas. Os seus principais responáveis reuniram-se de emergência, ao fim da tarde desta terça-feira, para analisarem a nova ofensiva dos mercados.

Tratou-se de um ataque que, em pouco tempo, pode criar dificuldades de refinanciamento da dívida soberana italiana, nos mercados de capitais.

Essa é a opinião dos analistas e o receio dos governantes.

No final da reunião, o ministro da Economia, Giulio Tremonti preferiiu o silêncio. Esta quarta-feira, ele vai ao Luxemburgo falar com Jean-Claude Junker, presidente do Eurogrupo.

Os juros sobre as obrigações italianas a 10 anos atingiram o seu mais alto valor desde a criação do Euro.

Um analista diz que a pressão tem origem apenas no mercado na dívida:

“Penso que o motor desta crise está a vir do mercado da dívida, e o alargamento, a propagação causou uma venda de títulos, fora do setor bancário italiano, o que causou perdas no mercado de participações”.

As consequências espalham-se por toda a economia. A Bolsa de Milão, bateu, esta terça-feira, todos os recordes negativos.

Registou os piores resultados dos últimos 27 anos.

O setor financeiro foi o mais penalizado, com alguns títulos a baixaram para os níveis que tinham há 10 anos.