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Egípcios julgam o "faraó" nas ruas

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Egípcios julgam o "faraó" nas ruas

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Um presidente em julgamento é cenário para deixar os egípcios em estupefação. Num país habituado a olhar para e a viver do passado, o futuro é ainda uma grande incógnita.

Há quem se impaciente pela mudança, há quem receie o que aí vem. O que não existe é indiferença perante o processo de Mubarak.

Um habitante do Cairo afirma que prefere “vê-lo na prisão, a ser executado”, porque, considera, “ele tem de sofrer”. Outro realça a mesma ideia: Mubarak deve ser “encarcerado para sempre, porque o povo viveu demasiado tempo em sofrimento”.

O facto de o presidente deposto não aparentar arrependimento ou dúvidas sobre a sua conduta tem inflamado mais as opiniões.

Um egipcío pergunta para que serve o julgamento? “Se um pobre comete um erro, é esfolado vivo no dia seguinte… Eles fizeram muito mal, mas ninguém conseguirá que eles reparem o que foi feito. Essa é que é a verdade”.

Entre os que clamam justiça, fala-se no julgamento de um “faraó”, reportando a um período histórico em que a liberdade não existia.