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É um momento histórico para o Egito e para o mundo árabe: Hosni Mubarak prostrado diante da justiça. Seis meses depois da revolta popular no Egito, o ex-presidente, de 83 anos, compareceu em tribunal para o início do seu julgamento. É a primeira aparição pública desde que abandonou o poder a 11 de fevereiro.
 
Mubarak negou todas as acusações, entre as quais a de ter ordenado o assassinato de 850 manifestantes durante os protestos que levaram à sua queda. Um crime pelo qual pode enfrentar a pena de morte.
 
Mubarak é ainda acusado de corrupção e enriquecimento ilícito, tal como os filhos, Alaa e Gamal, e um empresário que está a ser julgado à revelia.
 
A prestar contas à justiça está, ainda, o antigo ministro do Interior, Habib al-Adly, e seis altos responsáveis da polícia, também acusados pelo assassinato dos manifestantes.  
   
O processo começou esta quarta-feira, numa academia de polícia, na periferia do Cairo. É considerado por muitos egípcios como uma recompensa pelas três décadas de ditadura.
 
A próxima audiência de Mubarak e dos filhos está marcada para 15 de agosto. Até lá, o ex-presidente vai ficar internado num hospital perto do Cairo.
 
Já o processo do ex-ministro do Interior e dos seis oficiais é retomado esta quinta-feira.
 
Mubarak é o primeiro chefe de Estado árabe a comparecer em tribunal desde o início da vaga de contestação que sacudiu o mundo árabe.
 
O antigo presidente tunisino, Ben Ali, fugiu para a Arábia Saudita, tendo sido, por isso, julgado e condenado à revelia.  

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