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Fragilidade de Mubarak sobressai no julgamento que retoma dia 15

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Fragilidade de Mubarak sobressai no julgamento que retoma dia 15

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De símbolo de poder absoluto à encarnação da fragilidade. Deitado numa maca, visivelmente diminuído, encerrado numa estrutura em forma de jaula, Hosni Mubarak ouviu as várias acusações que enfrenta e, peremtoriamente, declarou-se inocente.

O antigo presidente egípcio nega ter sido corrupto e rejeita a responsabilidade sobre a intervenção militar aquando dos protestos no início da chamada Primavera Árabe, que resultaram em mais de 800 mortos.

O Egipto é um país dividido, como demonstram os confrontos entre fações contra e pró-Mubarak. O julgamento, inédito no mundo árabe, vai ser retomado no próximo dia 15. O processo abrange o ex-líder, os seus dois filhos e ainda sete altos responsáveis da sua confiança. Todos acusados de oprimirem o país e de enriquecerem ilícitamente.

Nas ruas, muitos não escondem o contentamento pelo fim da era Mubarak, associada à corrupção das elites.

Fala-se na queda de um “faraó”, cuja avançada idade tem provocado dúvidas quanto ao desfecho do processo. Mubarak tem 83 anos. O seu advogado salienta que ele sofre de problemas cardíacos e deixa antever um quadro clínico mais grave. Mas os opositores denunciam uma estratégia para angariar simpatia entre o povo egípcio.