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O julgamento de Hosni Mubarak está a ser acompanhado com especial interesse na Tunísia, o primeiro país a depor um líder no contexto da Primavera Árabe.

O então presidente Ben Ali fugiu para a Arábia Saudita, mas mais tarde foi condenado à revelia a 35 anos de cadeia por fraude e desvio de fundos. Num outro julgamento foi condenado a 15 anos por posse de armas, drogas e peças arqueológicas.

Neste sentido, a Euronews entrevistou o antigo ministro tunisino do Interior, Tahar Belkhodja, que apoia a insurreição popular: “Desde o princípio foi uma revolução no espírito e na alma dos jovens. Agora está a ser mostrada nos tribunais, no julgamento de Mubarak e do seu gangue.

Todos os presidentes árabes deveriam perceber que as circunstâncias os obrigam ou a fazer reformas ou a abandonar os lugares. Acima de tudo, todos estes presidentes devem saber que não podem continuar a agir como antigamente, pedindo obediência às pessoas.

O julgamento de Mubarak no Cairo não é um julgamento ‘espetáculo. Vai ser cruel e responde às exigências da população. Com estas revoluções agora sabemos que alguém vai pagar um preço no final.

É verdade que o tribunal de Tunes seguiu um caminho errado no julgamento de Ben Ali. É verdade que em Tunes marginalizaram o julgamento com acusações absurdas de drogas.

Esqueceram-se do principal, porque disseram que o arquivo da acusação ainda não está pronto. É verdade que tudo isto aconteceu em Tunes, mas penso que os egípcios aprenderam a lição com a nossa experiência e agora estão a trabalhar num julgamento de confiança.”

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