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Mubarak prostrado diante da justiça


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Mubarak prostrado diante da justiça

É um momento histórico. Hosni Mubarak prostrado diante da justiça. Seis meses depois da revolta popular no Egito, o ex-presidente, Mubarak comparece a tribunal, deitado numa maca, para assistir ao início do seu julgamento. É a primeira aparição pública desde que abandonou o poder a 11 de fevereiro.

Além do ex-presidente, o antigo ministro do Interior, Habib al-Adly, e seis altos responsáveis da polícia são acusados de ter ordenado a morte de 850 manifestantes no decurso da revolta que levou à queda do regime. Se forem considerados culpados, podem enfrentar a pena de morte.

Também prestam contas à justiça os dois filhos, de Mubarak, Gamal e Alaa, acusados de corrupção e enriquecimento ilícito – acusações que pesam ainda sobre o ex-chefe de Estado.

A audiência decorre numa academia da polícia, na periferia do Cairo. No exterior, os ânimos exaltaram-se e registaram-se algumas escaramuças entre opositores e apoiantes do ex-presidente. Um importante dispositivo policial foi mobilizado para garantir a segurança.

A presença de Mubarak em tribunal é uma das principais exigências dos militantes que regressaram às ruas nas últimas três semanas para exigir mais rapidez nos julgamentos dos antigos responsáveis do regime.

Um processo que poderá dissipar a desconfiança popular contra os generais que agora governam o país, suspeitos de protegerem o antigo comandante.

Mubarak é o primeiro chefe de Estado árabe a comparecer a tribunal desde o início da vaga de contestação que sacudiu o mundo árabe. O presidente tunisino, Ben Ali, já foi julgado e condenado mas à revelia porque fugiu para a Arábia Saudita.

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