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Síria: depois dos tanques, o multipartidarismo

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Síria: depois dos tanques, o multipartidarismo

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Uma nova ofensiva militar a Hama, na Síria, terá feito mais de 40 mortos esta noite. A informação é avançada por um ativista, que conseguiu fugir da cidade. Mas é cada vez mais difícil saber o que se passa em Hama, completamente isolada, sem telefone nem internet. Ontem, ativistas sírios dos direitos humanos falavam em mais de 90 mortos desde o iníciodo assalto militar no domingo.

Entretanto, o presidente Bashar al-Assad promulgou, esta quinta-feira, um decreto que autoriza o multipartidarismo no país. Um gesto que surge um dia depois do Conselho de Segurança da ONU ter condenado o uso da força contra os civis pelas autoridades sírias.

A declaração pede, no entanto, aos manifestantes que cessem os ataques às instituições do Estado. Uma frase chave para convencer a Rússia, China, Índia, Brasil e África do Sul. O Líbano pediu para ser excluído da votação.

O texto também não faz referência a uma investigação do conselho dos direitos humanos da ONU sobre a repressão, como exigiam vários países europeus.

Segundo a oposição síria, desde que começaram os protestos contra o regime, em março, morreram 1600 pessoas.