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Tráfico humano no mundo do futebol

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Tráfico humano no mundo do futebol

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Centenas de jovens futebolistas africanos, enganados por promessas de falsos agentes, chegam todos os anos a França.

A troco de somas que podem atingir os 5 mil euros prometem-lhes os grandes clubes europeus.

Abandonados à chegada, os jovens, que podem ser menores, acabam sem dinheiro, sem documentos e sem clube.

“Abandonou-me. Não tenho qualquer contacto com ele. Nem sei onde vive. É um português que me disse que conhecia pessoas em França. É por isso que viemos para França,” afirma um jovem africano, entretanto acolhido por uma associação francesa.

Várias associações tentam ir em auxílio destes jovens, vítimas de burlões. Em 5 anos esta associação recebeu 1.200 queixas.

Aqui o internacional camaronês Stéphane Akongo, gratuitamente, oferece-lhes o treino diário.

Para Akongo, a situação é de tráfico humano:

“É claro que é tráfico, e não está longe da escravatura. O tipo vai, agarra no jogador, agarra no dinheiro e, quando chegam aqui, abandona-os.”

Perto de 10 mil jovens, vítimas de falsos agentes de futebol, chegam todos os anos a França. Mas o fenómeno está em vias de explodir, já se estende ao Sudeste asiático. Japão, Singapura, Tailândia e China são os destinos prometidos.