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Países árabes criticam repressão na Síria

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Países árabes criticam repressão na Síria

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Cinco meses depois, os países árabes começam a quebrar o silêncio sobre a repressão exercida pelo regime de Bashar al-Assad contra a população síria.

O imã da Al-Azhar do Cairo – reconhecida instituição do islão sunita – reagiu pela primeira vez, publicamente, para dizer que a violência ultrapassou os limites.

A Arábia Saudita tinha já chamado o embaixador em Damasco para consultas sobre a situação na Síria e que o rei Abdullah classifica de “inaceitável.”

O Kuwait e o Bahrein seguiram o exemplo. Os analistas consideram, no entanto, que a reação peca por tardia.

A Liga Árabe que tinha já condenado a repressão, excluiu, entretanto, recorrer a medidas drásticas para pôr fim à violência na Síria.

A comunidade internacional reagiu, esta segunda-feira, pela voz do enviado-especial da União Europeia para o Sul do Mediterrâneo:

“Deixamos muito claro que o regime ultrapassou os limites daquilo que é aceitável para a comunidade internacional. A violência exercida contra a população é inaceitável” afirma Bernardino León.

As organizações de defesa dos direitos do homem garantem que mais de 2000 pessoas foram mortas desde o início das manifestações pró-democracia. O último fim de semana foi um dos mais sangrentos.