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UE defende liberdade de Timochenko

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UE defende liberdade de Timochenko

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Iúlia Timochenko continua em prisão preventiva. Acusada de abuso de poder num caso de abastecimentos de gás, em 2009, o juiz presidente do Tribunal de Kiev negou, pela terceira vez, à antiga primeira-ministra ucraniana a possibilidade de responder ao processo em liberdade.

Em protesto os apoiantes, acampados à porta do tribunal, envolveram-se em confrontos com a polícia.

Os Estados Unidos, a Rússia, assim como o patriarca ortodoxo ucraniano, protestaram contra a prisão da antiga governante. A União europeia junta-se ao protesto.

“Esta crise do gás mergulhou vários Países da União Europeia numa crise humanitária. Não havia aquecimento nas escolas nem nos hospitais. Por isso o acordo sobre o gás, assinado com a Rússia em 2009, foi tão importante para a UE. Por isso esta audiência é tão importante para nós, para a União Europeia,” declarou José Manuel Teixeira, embaixador da UE na capital ucraniana.

Nas ruas, juntam-se pessoas com cartazes e palavras de ordem, de apoio a Iúlia Timochenko.

Para alguns este caso é a linha entre uma ditadura e a democracia, como afirma este popular. “Esta é a última fronteira. Depois da prisão de Timochenko, vem a ditadura. Eu sei. Haverá ditaduras e regimes como os da Bielorrússia, ou vamos viver num país democrático, tudo depende da vontade do povo.”

Iúlia Timochenko está a ser julgada por abuso de poder, ao ter assinado acordos de fornecimento de gás com a Rússia, em 2009, sem pedir autorização ao Parlamento.

Timochenko afirma que os contratos são legais, que não existe razão para ser julgada e que isto não passa de uma “vingança política” do atual Presidente, Victor Ianukovitch.